≠ Raça/ Etnia , Religião, Deficiência, Género, Orientação Sexual , Faixa Etária , Estrato social ,Partido , Passado, Equipa, Fisionomia , Ambições….
= Sentimentos, Medos, Alegrias, Tristezas, Necessidades mais Básicas, Humanidade.
É enorme a diversidade de seres humanos à nossa volta. Ao nosso lado, no nosso meio, na nossa cidade, no nosso planeta. Observem! Esta espantosa diversidade contém uma riqueza que dá frutos onde quer que a vejamos manifestar-se.
São tantas as diferenças, e tantas as vezes que são usadas como pretexto para nos distanciar. Monhé, preto, def, chinoca,monga, imigra, pica, drogado, paneleiro, fufa, gay, pançudo, chibo, gorda,puta, caixa d’óculos, de esquerda, de direita, …. e nunca mais acaba. As pessoas fecham-se então numa espécie de “bolinha Actimel”, onde nenhum dos que acham “tão diferentes” de si pode tocar. E separam mundos.
São universos que se isolam uns dos outros. Criam-se obstáculos, verdadeiros fossos intransponíveis. E do cessar da comunicação entre mundos que forçosamente têm de coexistir num mesmo espaço, do silêncio, do virar-costas, nascem problemas sociais graves.
Será que no meio de tanta diferença não encontramos , dentro de cada um, uma essência semelhante? Os mesmos sentimentos, vida, morte, medos, alegrias? Certas necessidades que todos temos…não existe o denominador comum?
Porque não é possível a todos uma boa experiência na sociedade?
É deste desafio – TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS – que emerge o pequeno projecto de fotografia que iniciei em Março de 2007, numa colaboração entre o IPJ, o Espaço T, e o JUP -Jornal Universitário do Porto.
A ideia é retratar cidadãos de diferentes idades, etnias, religioes, géneros, orientação sexual , profissões, estratos sociais, com deficiencias, …segurando a sua mensagem para a comunidade.
Eu caminho pela cidade com folhas de papel em branco e uma caneta. Quando encontro alguém que deseja colaborar, desenho na folha de papel um sinal de diferença e outro de igualdade.
- Em frente ao sinal de diferença o cidadão escreve uma ambição que tenha, um desejo pessoal.
- Em frente ao sinal de igualdade escreve o que para ela é mais importante na relação entre seres humanos, o que é mais precioso para que se viva bem em comunidade.
Não será que, independentemente da diversidade e das diferenças que possam existir, concordamos todos no que toca ao mais essencial, ao mais importante na nossa existência em comum?
Não seremos TODOS DIFERENTES e ao mesmo tempo TODOS IGUAIS ?